terça-feira, 7 de julho de 2009



Tentativas frustadas de ter você.
É um complô do mundo contra nós,
Jogo de nervos.
Até onde iremos?
Como conseguiremos?
Não tenho limites,
Mas preciso encontrar uma saída.
Amar é uma enorme cilada,
Quero te roubar de vez.
Minha alma suplica a compaixão do mundo,
Dói tê-la porém não tocá-la.
Estou a mercê dessa vida,
Perco o controle.
Mas enquanto eu respirar,
Eu vou lutar com todas as armas,
Vou te esperar.
Não posso permitir que a dor da distância,
Dilacere meu coração,
Me leve à nocaute.
E os jornais anunciem:
Mais uma pessoa morre por amor.
Aqui jaz alguém que te amou.
Os amigos dirão:
Até no último suspiro chamou teu nome.
Ressucite-me!
Traga de volta o sentido de tudo,
Onde meu mundo já não era mundo.

Ana Herbster

segunda-feira, 6 de julho de 2009



Medo...

Carrego uma alma inquieta,
Medo do real e imaginário.
Um temor que não dorme,
Receio de tudo que não fui,
Pavor do hoje que sou.
Um ser covarde diante da vida,
Pequeno demais para esperar um futuro.
Em todos os momentos o nada surge,
Se instala, me atormenta.
Suga minhas vontades,
Semeia nessa terra fértil,
A colheita é farta.
Até onde os olhos possam ver,
Medo, medo, medo...
Não quero me tornar incapacitado,
Pela dúvida, pelo medo.
O medo corta a sintonia entre minha mente e meu coração.

Ana Herbster

sexta-feira, 3 de julho de 2009



2ª Parte:
Um “Fenômeno” Chamado Orkut!


Os sites de relacionamentos têm um grande percentual de adeptos, os internautas são completamente apaixonados por esse Orkut.
Tornou-se um ritual olhar o perfil, ver as fotos, os vídeos, recados, amigos, comunidades; acaba sendo uma identidade virtual de cada usuário.
E quem não tem um Orkut, ou pelo menos, não já teve um?
Se não, você não tem uma vida social virtual.
Até mesmo no mundo real, essa virtualidade toda nos persegue. Não se pede mais o número de telefone de uma garota. Simplesmente pergunta-se: Qual seu Orkut? E se a resposta é que não possui, isso desperta certos olhares desaprovando aquela pessoa por não ter um. Isso causa um “bafafá” só.
Enfim, parece que de alguma forma o Orkut é peça essencial a qualquer ser - humano. Mas como diz o ditado: “Tudo demais é veneno” e acaba mesmo sendo, mas uma peçonha que desperta a curiosidade de muitos.
Uma comparação que costumo fazer é entre o Orkut e uma novela, vejo-o como uma novela mexicana via internet.
Passa-se a acompanhar a vida dos outros usuários, entra-se no perfil e examina-se à fundo a página daquela pessoa. Monitora-se até quem escreve para quem, é uma forma ultra-moderna de fofocar sobre a vida alheia.
Sabemos quem está solteiro, namorando e até quem casou. E isso é uma grande e afiada faca de dois gumes, pois, com a mesma facilidade que se começa uma relação a mérito do Orkut, outras tantas terminam por culpa dele.
A realidade é que a tecnologia chegou com tudo à nossas vidas, e como tudo, possue o lado bom e ruim, talvez nossa missão como seres de carne e osso seja fazer dessa virtualidade toda, mais transparente e utilizar os benefícios que ela nos proporciona.

Ana Herbster

quinta-feira, 2 de julho de 2009



1ª Parte:
Eu Não Consigo Entender!


Eu não consigo acompanhar toda essa modernidade do mundo.
Está tudo tão semi-pronto que as pessoas estão congeladas para os demais sentimentos reais.
Bendita internet com suas salas de bate-papo e sites de relacionamentos, algo estilo supermercado, tudo lá a mostra. As prateleiras arumadinhas e nós somos os produtos. Destaque para as embalagens bonitas, o conteúdo nem importa tanto assim. Vamos com nosso carrinho de compras e levamos pra casa que nos causa brilho nos olhos, mas quando vamos conferir a mercadoria: NOSSA! PAREM TUDO! Esse aqui não serve! Esse então, onde está o conteúdo dessa tão bela embalagem?
Daí percebemos o quanto essa modernidade toda interfere no curso natural das coisas.
Hoje em dia para quê comprar um belo cartão e escrever algumas palavras sentimentais? Isso agora é piegas demais. Mandamos cartões virtuais e olha quem nem precisamos nos preocupar em deixar a data “tão” importante passar, já deixamos tudo agendado nos sites.
Tudo ficou tão mais fácil e tão mais sem graça depois de descobrimos o Ctrl “C” e Ctrl “V”, mecanicamente mais confortável.
A realidade é que apesar de ser uma usuária assídua de algumas modernidades tecnológicas, continuo achando tudo isso cinza demais.

Ana Herbster



quarta-feira, 1 de julho de 2009

AS FACETAS DE UM HOMEM CHAMADO VINÍCIUS DE MORAES


Poeta essencialmente lírico, o poetinha (como ficou conhecido) notabilizou-se pelos seus sonetos. Conhecido como um boêmio inveterado, fumante e apreciador do uísque, era também conhecido por ser um grande conquistador. O poetinha casou-se por nove vezes ao longo de sua vida.
Sua obra é vasta, passando pela literatura, teatro, cinema e música. No campo musical, o poetinha teve como principais parceiros Tom Jobim, Toquinho, Baden Powell e Carlos Lyra.

Vinicius nasceu em 1913 no bairro da Gávea, filho de Clodoaldo Pereira da Silva Moraes, funcionário da Prefeitura, poeta e violonista amador, e Lidia Cruz, pianista amadora. Vinícius é o segundo de quatro filhos, Lygia (1911), Laetitia (1916) e Helius (1918). Mudou-se com a família para o bairro de Botafogo em 1916, onde iniciou os seus estudos na Escola Primária Afrânio Peixoto, onde já demonstrava interesse em escrever poesias.[3] Em 1922, a sua mãe adoeceu e a família de Vinicius mudou-se para a Ilha do Governador, ele e sua irmã Lygia permanecendo com o avô, no Botafogo, para terminar o curso primário. [4]
Vinicius de Moraes ingressou em 1924 no Colégio Santo Inácio, de padres jesuítas, onde passou a cantar no coral e começou a montar pequenas peças de teatro. Três anos depois, tornou-se amigo dos irmãos Haroldo e Paulo Tapajós, com quem começou a fazer suas primeiras composições e a se apresentar em festas de amigos.[5] Em 1929, concluiu o ginásio e no ano seguinte, ingressou na Faculdade de Direito do Catete, hoje integrada à Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Na chamada "Faculdade do Catete", conheceu e tornou-se amigo do romancista Otavio Faria, que o incentivou na vocação literária. Vinicius de Moraes graduou-se em Ciências Jurídicas e Sociais em 1933.
Três anos depois, obteve o emprego de censor cinematográfico junto ao Ministério da Educação e Saúde. Dois anos depois, Vinicius de Moraes ganhou uma bolsa do Conselho Britânico para estudar língua e literatura inglesas na Universidade de Oxford. Em 1941, retornou ao Brasil empregando-se como crítico de cinema no jornal "A Manhã". Tornou-se também colaborador da revista "Clima" e empregou-se no Instituto dos Bancários.
No ano seguinte, foi reprovado em seu primeiro concurso para o Ministério das Relações Exteriores (MRE). No ano seguinte, concorreu novamente e desta vez foi aprovado. Em 1946, assumiu o primeiro posto diplomático como vice-cônsul em Los Angeles. Com a morte do pai, em 1950, Vinicius de Moraes retornou ao Brasil. Nos anos 1950, Vinicius atuou no campo diplomático em Paris e em Roma, onde costumava realizar animados encontros na casa do escritor Sérgio Buarque de Holanda.
Além da carreira diplomática, de onde atuou até o final de 1968, Vinicius começou a se tornar prestigiado com sua peça de teatro "Orfeu da Conceição", obra de 1954. Além da diplomacia, do teatro e dos livros, sua carreira musical começou a deslanchar em meados da década de 1950 - época em que conheceu Tom Jobim (um de seus grandes parceiros) -, quando diversas de suas composições foram gravadas por inúmeros artistas. Na década seguinte, Vinicius de Moraes viveu um período áureo na MPB, no qual foram gravadas cerca de 60 composições de sua autoria. Foram firmadas parcerias com compositores como Baden Powell, Carlos Lyra e Francis Hime.
Nos anos 1970, já consagrado e com um novo parceiro, o violonista Toquinho, Vinicius seguiu lançando álbuns e livros de grande sucesso.
Na noite de 8 de julho de 1980, acertando detalhes com Toquinho sobre as canções do álbum "Arca de Noé", Vinicius alegou cansaço e que precisava tomar um banho. Na madrugada do dia 9 de julho, Vinicius foi acordado pela empregada, que o encontrara na banheira de casa, com dificuldades para respirar. Toquinho, que estava dormindo, acordou e tentou socorrê-lo, seguido por Gilda Mattoso (última esposa do poeta), mas não houve tempo e Vinicius de Moraes morreria pela manhã.


Amar, porque nada melhor para a saúde que um amor correspondido.


Se eu morrer antes de você, faça-me um favor. Chore o quanto quiser, mas não brigue com Deus por Ele haver me levado. Se não quiser chorar, não chore. Se não conseguir chorar, não se preocupe. Se tiver vontade de rir, ria. Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito, ouça e acrescente sua versão. Se me elogiarem demais, corrija o exagero. Se me criticarem demais, defenda-me. Se me quiserem fazer um santo, só porque morri, mostre que eu tinha um pouco de santo, mas estava longe de ser o santo que me pintam. Se me quiserem fazer um demônio, mostre que eu talvez tivesse um pouco de demônio, mas que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo. Se falarem mais de mim do que de Jesus Cristo, chame a atenção deles. Se sentir saudade e quiser falar comigo, fale com Jesus e eu ouvirei. Espero estar com Ele o suficiente para continuar sendo útil a você, lá onde estiver. E se tiver vontade de escrever alguma coisa sobre mim, diga apenas uma frase : ' Foi meu amigo, acreditou em mim e me quis mais perto de Deus !' Aí, então derrame uma lágrima. Eu não estarei presente para enxuga-la, mas não faz mal. Outros amigos farão isso no meu lugar. E, vendo-me bem substituído, irei cuidar de minha nova tarefa no céu. Mas, de vez em quando, dê uma espiadinha na direção de Deus. Você não me verá, mas eu ficaria muito feliz vendo você olhar para Ele. E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai, aí, sem nenhum véu a separar a gente, vamos viver, em Deus, a amizade que aqui nos preparou para Ele. Você acredita nessas coisas ? Sim??? Então ore para que nós dois vivamos como quem sabe que vai morrer um dia, e que morramos como quem soube viver direito. Amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo o seu começo. Eu não vou estranhar o céu . . . Sabe porque ? Porque... Ser seu amigo já é um pedaço dele !


Como dizia o poeta
Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Não há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão
Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não.


O VELHO E A FLOR

Por céus e mares eu andei,
Vi um poeta e vi um rei
Na esperança de saber
O que é o amor.

Ninguém sabia me dizer,
Eu já queria até morrer
Quando um velhinho
Com uma flor assim falou:

O amor é o carinho,
É o espinho que não se vê em cada flor.
É a vida quando
Chega sangrando aberta
em pétalas de amor.
Ana Herbster

terça-feira, 30 de junho de 2009




DESABROCHANDO
Chegou o tão temido dia para mim, resolvi postar algo de minha autoria, e o faço de forma tímida, pois não consigo nunca chegar a perfeição do que escrevo.
Porém motivada por uma frase de Clarice Lispector que diz: “Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."
E é assim desabrochando um pouco aqui e ali, vou escrevendo, deixando meus medos de lado e deixando meu peito aberto...
Não tente viver,
Viver ultrapassa limites,
Transpõe barreiras,
Viva!
Não tente explicar sentimentos,
Sinta-os!
Não busque algo,
Encontre!
Não queira ser feliz,
A felicidade existe,
Está aí,
Seja feliz!
Sem preocupar-se,
Tudo é essência,
Porções,
Fragmentos.
Junte tudo,
Jogue dentro de sua alma,
Respire essa diversidade,
Sinta essa nova manhã,
Porque amanhã...
Ah...o amanhã é outro dia!

Ana Herbster

segunda-feira, 29 de junho de 2009


LACUNA DE UMA PAIXÃO
O fato de ter me apaixonado pela literatura no início da minha adolescência, me fez uma pessoa de pensamentos mais soltos. No “BUM” dos meus hormônios li de tudo um pouco, somente o tempo faria de mim mais seleta as leituras, mas nunca deixei de experimentar novas sensações e isso só veio somar.
Eu não tinha a mínima pretensão de apenas devorar textos de escritores renomados, mas eu buscava algo que pudesse ler e fazer minha alma divagar sem limite algum.
Foi no ano de 2005 que tive a oportunidade de conhecer alguém incrível, fui presenteada com um livro de sua própria autoria, então eu diante de um jovem que não tinha medo de ousar, era Dady, me encantei com Lacuna de uma paixão!
O livro me cativou desde sua primeira página que dizia assim:
Hoje eu me peguei contando lágrimas.
Quero compartilhar com vocês essa maravilha de livro, por isso escolhi alguns dos poemas que mais gosto, isso foi difícil, mas com esforço e dedicação procurei o melhor de algo muito bom!


Meu amor rejeitado.
Minhas loucuras detidas.
Suicídio de sentimentos.
Inquietude.
Que essa inquietude
Faça você entender e aceitar,
Se permitindo que os meus sussurros
Invadam a sua alma
Sem restrições,
Pra que eu seja
Acolhido.
Minhas loucuras sejam
Vivenciadas
E que os sentimentos vivam
Eternamente
E a alma esteja em
Repouso profundo


Paro, olho
E não compreendo.
Procuro explicações
Mas não encontro.
Pergunto
Mas ninguém responde.
Os livros
Nada contêm.
Os poetas
Em viagens poéticas,
Até que tentaram
Mas não conseguiram explicar.
Os filósofos
Não chegam a lugar nenhum.
No sermão de sábado
Até que o padre tentou
Mas não conseguiu.
A cigana
Tentou ver nas linhas das mãos;
Usou as cartas
Que segundo ela não mentem jamais,
Mas também não houve revelações.
Essa noite
Eu sei que sonhei com as respostas
Mas ao acordar não recordei do sonho.
A vida e seus mistérios
Fascinando os homens,
Mesmo que as perguntas
Não encontrem respostas.


Vivo
Sedento de paixão
Por ter coragem
De ser inteiro,
Rompendo a casca,
Me aventurando
Na vida,
Ouvindo os outros
Para poder entender
Seus corações.
Não tenho medo
De ser concreto
Nem me permitindo
Tolices
Fechando meu coração
Ao sofrimento,
Escondendo de mim
O que a poeira
Do tempo deixou.